sexta-feira, 25 de junho de 2010

Alimentos que ajudam a diminuir o apetite

Existem alimentos que possuem propriedades que os tornam ideais para auxiliar a perda de peso, são alimentos que diminuem o apetite, aceleram o metabolismo, ajudam a reduzir a retenção de líquidos e aceleram a queima de gorduras… São alimentos saudáveis e que pode facilmente inserir na sua dieta saudável.



Feijão

O feijão contém uma proteína que inibe naturalmente o apetite.

Pimenta

Ajuda a perder peso porque contém uma substância que diminui o apetite.

Alface

É pobre em calorias, e quando ingerida antes das refeições ajuda a controlar a gula pois ocupa muito espaço no estômago.

Amendoim

Contribui para acelerar o metabolismo (coma 3 mãos cheias por dia).

Chá verde

O chá verde queima gorduras porque é rico em anti oxidantes que aceleram o metabolismo, auxiliando o organismo a queimar gorduras.

Pêra

A pêra é rica em fibra e diminui a fome entre as refeições.

Agrião

Contém iodo, que estimula a glândula da tiróide permitindo a combustão de gorduras acumuladas e simultaneamente purifica o sangue.

Salmão
O salmão é rico em ácidos gordos que aumentam a capacidade das células queimarem calorias.

Abacaxi

Ajuda a controlar o apetite. Ajuda a combater a retenção de líquidos e são a causa principal do ” inchaço”.

Aipo

O aipo tem propriedades antioxidantes e diuréticas. Elimina as toxinas através da expulsão de líquidos.

Azeite

Ajuda a queimar calorias.

Canela

Ajuda a controlar os níveis de insulina no sangue, ou seja, afasta a fome.

Vinagre

O vinagre sacia porque contém ácido acético que diminui a velocidade com que a comida passa do estômago para o intestino.

Alimentos funcionais

Alimentos funcionais.

"Facilita o trânsito intestinal", "aumenta as defesas", "diminui o colesterol"... Estas mensagens atractivas são habituais nas prateleiras dos supermercados. Correspondem aos alimentos funcionais. Mas o que são na realidade? Que vantagens têm? Ajudam a perder peso? Neste artigo encontrará resposta a muitas dessas perguntas.
Em Portugal, é uma moda relativamente recente, mas o conceito de alimento funcional nasceu no Japão nos anos 80. Nessa altura, as autoridades sanitárias japonesas aperceberam-se que, para assegurar a sustentabilidade do sistema de saúde, provocado pelo aumento da esperança de vida, tinham de garantir também uma melhor qualidade de vida.

E foi assim que foi implementado o novo conceito de alimentos, desenvolvidos especificamente para melhorar a saúde e reduzir o risco de contrair doenças. O conceito funcionou e a indústria alimentar encontrou inúmeros produtos dos quais tirou partido.

A procura destes alimentos cresceu lado a lado com a esperança de vida da população. O conceito de "alimentação adequada" é substituído pelo de "nutrição óptima". Alimentar-se para obter apenas os nutrientes suficientes que cobrem as necessidades do organismo já não basta, é preciso consumir alimentos que melhorem a saúde e reduzam o risco de doenças.

Em poucos anos, os corredores dos supermercados encheram-se de alimentos cuja função vai além do simples facto de nutrir. São os denominados alimentos funcionais, uma categoria que continua a crescer e a ser cada vez mais procurada no nosso país.

Mas nem todos são o que anunciam. Muitos desses produtos não têm evidência científica das propriedades que a publicidade lhes atribui. Mas, funcionem ou não, a verdade é que já representam uma grande percentagem dos produtos consumidos pelos portugueses.

Funcionais porquê?

São considerados alimentos funcionais todos os produtos alimentares, naturais ou fabricados, que tenham um benefício adicional para além do seu aroma, sabor, textura ou valor nutricional, e que afectem funções fisiológicas de forma mensurável em termos de prevenção de uma doença ou melhoria da saúde.

Nos países anglo-saxões também são chamados nutracêuticos, fazendo referência tanto à sua origem alimentar, como à semelhança dos seus efeitos com os produtos farmacêuticos. Os alimentos funcionais contêm ingredientes que afectam positivamente determinadas funções do organismo.

Esses ingredientes podem ser macronutrientes (como os ácidos gordos insaturados do azeite e dos óleos de sementes), micronutrientes (como as vitaminas) ou compostos sem valor nutricional (como os flavonóides), mas são sempre componentes naturais dos alimentos, presentes no próprio alimento (como por exemplo, os ácidos gordos ómega-3 dos peixes azuis, ou a vitamina C dos citrinos) ou acrescentados para fortificar (como por exemplo, cálcio e vitamina D no leite, ácido fólico nos cereais).

Actualmente, os alimentos funcionais, naturais ou fabricados, são o objecto principal de investigação das marcas alimentares, mas já é óbvio que o primeiro passo para demonstrar a funcionalidade de um alimento deve basear-se num estudo detalhado das doses necessárias para que seja eficaz e seguro.




Quem é quem



Carotenóides: betacarotenos, luteína, licopeno...
Neutralizam a acção dos radicais livres que podem danificar as células e fortalecem as defesas antioxidantes das mesmas. Contribuem para uma visão saudável e para o funcionamento saudável da próstata. Encontra-os naturalmente em: cenouras, couves, acelgas, milho, ovos, tomate...

Fibra dietética: beta-glucano, fibra insolúvel, fibra solúvel...
Pode reduzir o risco de vir a padecer de doenças coronárias. Contribui para a manutenção da saúde do tracto digestivo e dos níveis saudáveis de glicose e colesterol no sangue. Encontra-os naturalmente em: farelo de aveia, farelo de trigo, cereais, frutas e vegetais...

Ácidos gordos: monoinsaturados, poli-insaturados (ómega-3, DHA/EPA), ácido linoleico conjugado (CLA)...
Reduzem o risco de doenças cardiovasculares e contribuem para o bom funcionamento das funções mentais e visuais.

Os alimentos enriquecidos com CLA podem favorecer uma composição corporal saudável e o funcionamento do sistema imunológico. A sua ingestão é conveniente se, por qualquer razão, houver dificuldade em introduzir estes nutrientes na alimentação, por exemplo, se se for alérgico ao peixe, cuja gordura é uma das melhores fontes de ómega-3. Encontra-os naturalmente em: nozes, avelãs, salmão, atum, óleos de peixe. O CLA encontra-se na carne de vaca e de borrego.

Flavonóides: antocianinas, catequinas, flavanonas...
Fortalecem as defesas antioxidantes das células e podem contribuir para a manutenção da função cerebral e da saúde cardíaca. Encontra-os naturalmente em: amoras, cerejas, chá, cacau, cebola, brócolos...

Fitoesteróis: estanóis livres
São substâncias vegetais parecidas com o colesterol humano, que quando são ingeridas, bloqueiam a absorção do colesterol prejudicial (LDL) no intestino. Podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Encontra-os naturalmente em: milho, soja, trigo...

Probióticos: lactobacilos, bifidobactérias...
Microrganismos vivos que ajudam a restabelecer o equilíbrio da flora intestinal. São as chamadas bactérias boas, resultantes da fermentação do leite. Encontra-os naturalmente em: alho, mel, alho-francês, iogurte.

Prebióticos: inulina, fructo-oligossacáridos (FOS)...
São o substrato dos probióticos. Ajudam a activar o sistema imunitário e auxiliam a absorção do cálcio pelo organismo. Encontra-os naturalmente em: iogurte e alguns lacticínios. Estão presentes nas fibras do pão, dos cereais, nos frutos e, em maior quantidade, nos legumes.

Fitoestrogénios: isoflavonas
Contribuem para a manutenção da saúde óssea, para o funcionamento do cérebro e do sistema imunológico. Nas mulheres, mantêm a saúde na menopausa. Encontra-os natural em: soja e alimentos derivados.

Servem para emagrecer?

A indústria alimentar tem sido questionada pelos produtos que comercializa relativamente à sua possível relação com a obesidade. Por causa disso, os produtores da área alimentar começaram a incorporar novos ingredientes com o objectivo de ajudar os consumidores a atingir e manter o seu peso adequado.

No início, essa ajuda cingia-se aos denominados alimentos ligeiros ou light, magros ou sem açúcar. Mas, nos últimos anos, têm proliferado novos produtos que pretendem ir mais além, compostos por ingredientes com um suposto efeito sobre a termogénese (produção de calor que leva ao gasto de calorias), a absorção de gorduras e o metabolismo, ou com uma acção saciante, diurética e sedativa.

Contudo, de acordo com a nutricionista Alexandra Bento, "devemos sempre ter presente que a perda de peso deve acontecer de forma gradual, apoiada numa alimentação equilibrada, adequada a cada caso, e complementada com exercício físico".

Desvantagens dos alimentos funcionais

- São mais caros.

- As substâncias que dão esse benefício extra ao produto sempre existiram nos alimentos tradicionais. Por isso, muitos cientistas dizem que com uma alimentação equilibrada e variada não é necessário recorrer aos alimentos funcionais.

- Não existem muitos estudos sobre as possíveis consequências de ingerir uma dose extra destas substâncias, e é necessário investigar a quantidade adequada para que atinjam o efeito positivo, e saber se, quando tomados em doses elevadas, são absorvidos convenientemente.

Funcionais fora da lei

Até há bem pouco tempo, a legislação portuguesa não exigia aos fabricantes desses produtos que demonstrassem cientificamente os efeitos benéficos que publicitavam. Mas, em Julho do ano passado, entrou em vigor um regulamento que estabelece, em toda a União Europeia, as novas regras para as alegações nutricionais e de saúde dos produtos alimentares.

Resumidamente, o regulamento estabelece o seguinte relativamente às menções publicitárias contidas nos rótulos destes alimentos:

- Não podem ser falsas, ambíguas ou enganosas.
- Não devem incentivar ao consumo excessivo do alimento.
- Não podem afirmar, sugerir, ou dar a entender que uma dieta equilibrada e variada não proporciona as quantidades adequadas de nutrientes.
- As alegações nutricionais e de saúde devem ser baseadas e fundamentadas em dados científicos geralmente aceites, pelo que só deverão ser autorizadas para utilização na UE depois de uma avaliação científica do mais elevado nível possível. Cabe à Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) efectuar estas avaliações.





Estas substâncias podem ajudar a emagrecer



Com efeito sobre a termogénese

Ácido linoleico (CLA)
O ácido linoleico conjugado é uma substância que se encontra de forma natural no leite e na gordura dos ruminantes, e que ingerimos todas as vezes que consumimos lacticínios ou carne; mais concretamente, entre 1,5 a 2 gramas por dia. Vários estudos demonstraram que a ingestão continuada de 3 gramas diários de CLA depois de um regime de emagrecimento reduz a gordura corporal entre 3 a 11%, embora não provoque perda de peso. Por outro lado, segundo esses mesmos estudos, o efeito é menos evidente numa pessoa gorda do que numa com um peso normal.

Cálcio
Diferentes estudos encontraram uma relação entre a ingestão elevada de cálcio e o peso corporal ou a massa gorda. Em estudos in vitro, o cálcio inibiu a lipogénese (produção de gordura) e estimulou a lipólise (dissolução de gordura), o que provoca uma diminuição dos triglicéridos nas células gordas.

Saciantes ou que actuam sobre a absorção de gorduras

Fibra
Muitos dos produtos comercializados para a perda de peso contêm quantidades consideráveis de fibra, que, teoricamente, absorve água no trânsito intestinal, provocando um aumento da sensação de saciedade e, portanto, uma diminuição da ingestão de calorias de quem a consome.

Mistura de proteínas
Alguns alimentos incluem igualmente uma mistura de proteínas lácteas na sua composição por causa do seu efeito saciante.

Plantas medicinais com efeito sedativo
São acrescentadas a alguns alimentos para reduzir os sintomas de ansiedade que a realização de uma dieta de emagrecimento pode produzir, ainda que o uso destas plantas não tenha relação directa com a perda de peso.

As mais utilizadas são a passiflora ou a valeriana.

Revisão científica: Dra. Alexandra Bento (presidente da Direcção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas)

sábado, 19 de junho de 2010

Homens são os verdadeiros aviões!

O Homem, até os 20 anos:


Avião de Papel.









Apenas vôos rápidos, de curto alcance e duração.




Dos 20 aos 30:


Caça Militar.



Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objetivo. Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.






Dos 30 aos 40:


Aeronave Comercial de Vôos Internacionais.















Opera em horário regular. Destinos de alto nível. Vôos longos, com raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa; ao final, sai cansada, mas satisfeita.

Dos 40 aos 50:


Aeronave Comercial de Vôos Regionais.





Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros.
Os vôos nem sempre saem no horário previsto, o que demanda mudanças e adaptações que irritam a clientela.

Dos 50 aos 60:


Aeronave de Carga.








Preparação intensa e muito trabalho antes da decolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem.
A clientela é composta majoritariamente por malas e bagulhos diversos.

Dos 60 aos 70:


Asa Delta.



Exige excelentes condições externas para alçar vôo. Dá um trabalho enorme para decolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes da hora.
Após aterrissagem, desmonta e guarda o equipamento.




Dos 70 aos 80:


Planador.








Só voa eventualmente e com auxílio. Repertório de manobras extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.

Após os 80:


Modelo Antigo.



Só enfeite.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Banana Republic!

Porque é que a comunicação social não denuncia os casos dos
escandalosos vencimentos dos gestores, deputados e ministros?


Tratando-se a RTP de uma empresa pública, sustentada pelos nossos
impostos, interessante ... tais salários ....



- Judite de Sousa (14.720 euros),

- José Alberto de Carvalho (15.999euros),

- José Rodrigues dos Santos (14.644 euros), o dobro do que recebe o
primeiro-ministro -- José Sócrates e muito mais que o Presidente da
República.

- José Alberto Carvalho tem como vencimento ilíquido e sem contar com as
ajudas de custos a quantia de 15.999 euros por mês, como director de
informação.

- A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.

- José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.

- O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.

De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
salário ilíquido de 10.381 euros e o primeiro-ministro José Sócrates
recebe 7.786 euros

Outros escândalos:
- Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
- Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594
- Pivôt João Adelino Faria: 9.736
- Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500
- Director de Compras, Pedro Reis: 5.200
- Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000
- Paulo Dentinho, jornalista: 5.330
- Rosa Veloso, jornalista: 3.984
- Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984
- Rui Lagartinho, repórter: 2.530
- Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900
- Isabel Damásio, jornalista: 2.450
- Patrícia Galo, jornalista: 2.846
- Maria João Gama, RTP Memória: 2.350
- Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800
- Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393
- Helder Conduto, jornalista: 4.000
- Ana Ribeiro, jornalista: 2.950
- Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300
- Jacinto Godinho, jornalista: 4.100
- Patrícia Lucas, jornalista: 2.100
- Anabela Saint-Maurice: 2.800
- Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162
- João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550
- António Simas, director de meios: 6.200
- Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800
- António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)
- Margarida Metelo, jornalista: 3.200

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tal e Qual...

Medidas deixam ministros britânicos apeados
Por Ana Fonseca Pereira

À excepção das principais figuras do Governo, os outros ministros passam a deslocar-se de metro, comboio ou a pé

"A era da abundância acabou. Bem-vindos à era da austeridade." Não fosse o tema tão antipático e a ironia poderia bem ter sido usada por George Osborne, o ministro das Finanças britânico, quando na segunda-feira anunciou as primeiras medidas para redução do défice. E se o Reino Unido não foi o primeiro a lançar-se na árdua tarefa, foi mais longe do que qualquer país europeu nas medidas para limitar os gastos do Governo e dos seus gabinetes.

"Os ministros deverão andar a pé ou usar transportes públicos", anunciou o director do Tesouro, o liberal-democrata David Laws, explicando que os membros do Governo e directores dos serviços vão deixar de ter carro e motorista atribuído. Quando o comboio ou o metro não forem alternativa para deslocações de serviço, os dirigentes poderão recorrer aos Jaguar da frota executiva, "mas sempre que possível" partilhando-os com outro(s) colegas.

Por razões de protocolo e segurança, as novas regras não vão abranger as caras mais conhecidas do Governo (o primeiro-ministro e o seu vice, os ministros da Defesa, Negócios Estrangeiros, Interior e Finanças), ainda que Cameron seja um conhecido adepto da bicicleta e insista em percorrer a pé as ruas que ligam o seu gabinete, em Downing Street, ao Parlamento, para desagrado dos guarda-costas.

Ao deixar os ministros apeados, o Governo poupa aos cofres públicos cinco milhões de libras (5,7 milhões de euros), uma gota de água no oceano de 156 mil milhões de libras do défice actual. Mas Osborne e o seu "número dois" sabem que será impossível impor ao país as medidas de austeridade se os políticos, desacreditados pelo escândalo das despesas, "não pagarem a sua parte".

Não espanta, por isso, que um sexto das poupanças anunciadas esta semana (mais de 1150 milhões de libras) resulte da eliminação de "despesas discricionárias" dos ministérios e departamentos governamentais. A admissão de novos funcionários foi suspensa, qualquer salário superior ao do primeiro-ministro terá de ser aprovado pessoalmente por Laws e o mesmo acontece com a contratação de assessores e consultores. E estes não são valores desprezíveis - segundo o Guardian, a Administração estava a gastar, por ano, 1500 milhões de libras só em consultadoria.

Mas a era de austeridade não será apenas sentida pelos ministros. Os funcionários da Administração deixarão de poder viajar em primeira classe e as deslocações, dentro e fora do país, vão ser alvo de um controlo mais apertado, o que permitirá reduzir os 320 milhões de libras gastos em 2009 em hotéis, os 70 milhões despendidos em aviões ou os mais de três mil milhões para comparticipação de viagens. E mesmo o recurso a táxis será limitado - a factura elevou-se só em 2009 a mais de 125 milhões de libras.

Laws, que enquanto número dois das Finanças tem nas mãos o machado para cortar as despesas, admitiu que estas são "medidas draconianas", mas sublinhou que só sendo inflexível e "criando ondas de choque" será possível pôr fim ao despesismo.

O Guardian escreveu esta semana que muitas destas das restrições vão desagradar aos recém-empossados, alguns dos quais passaram os últimos 13 anos invejando as limusinas e os luxos do Labour. Mas Osborne foi muito claro quando explicou as novas regras: só cortando a direito nos gastos supérfluos, a coligação conseguirá manter o compromisso eleitoral de não reduzir os orçamentos da Saúde e Educação. Por isso, ironizava o diário londrino, ninguém deverá ficar espantado quando requisitar um carro e receber como resposta: "Senhor ministro, peço desculpa mas vai ter de ir de metropolitano".




http://jornal.publico.pt/noticia/29-05-2010/medidas-deixam-ministros-britanicos-apeados-19506058.htm