São muitas as pessoas que, apesar de uma actividade física regular e de uma dieta saudável, não conseguem vencer a balança.
Os motivos podem ser surpreendentes. Quando o Verão se começa a aproximar a passos mais largos, perder peso é o objectivo de muitas de nós. Começam as dietas, os ginásios têm muitos mais movimento, mas há quem, mesmo assim, não consiga ver-se livre dos quilos a mais.
Nestes casos, o mais acertado é, sem dúvida, procurar apoio médico. É que são várias as razões que podem estar a conspirar contra a tão desejada perda de peso. Nós damos-lhe alguns (surpreendentes) exemplos, já descobertos pela ciência.
STRESS
Quanto mais ansiosos e pressionados nos sentirmos, mais engordamos. Para além do facto de o stress nos incentivar a comer mais e pior, «obriga» o nosso corpo a libertar uma molécula(NPY- Neuropeptídeo Y) que desbloqueia determinados receptores das células gordas (adipócito), fazendo com que estas cresçam – tanto em dimensão como em número.
Segundo a equipa de investigação do Instituto Garvan, de Sidney, que fez esta descoberta, é provável que se venham a desenvolver fármacos capazes de bloquear os receptores Y2 e, assim, ajudar a combatero excesso de peso associado ao stress.
O que fazer
Existem várias técnicas de relaxamento que ajudam a diminuir os níveis de stress. O ioga e a meditação são duas boas hipóteses. Encontra à venda inúmeros CDs que a podem ajudar.
PÍLULA CONTRACEPTIVA
A balança pode ser enganadora e o facto de o ponteiro subir não significa que esteja mais gorda. Pode significar apenas que está mais pesada. Vejamos, por exemplo, o caso da pílula, tantas vezes acusada de fazer engordar as mulheres que a tomam.
Segundo dados divulgados pela Mayo Clinic, nos Estados Unidos, os níveis de estrogénio que a pílula oferece fazem com que o corpo retenha mais líquidos, normalmente na zona dos braços, ancas e coxas, e aumente a dimensão dos adipócitos, mas sem os multiplicar.
O que fazer
A mudança para uma pílula com doses mais baixas de estrogénio pode ser uma opção, segundo a Mayo Clinic. Procure o aconselhamento do seu ginecologista.
MAUS HÁBITOS DE SONO
O ser humano produz duas hormonas, a grelina e a leptina. A primeira é segregada pelo estômago e estimula o apetite, a segunda, quando o organismo está satisfeito, passa a informação ao hipotálamo e leva-nos a parar de comer.
Uma investigação da University of California Los Angeles constatou que a insónia favorece o aumento da produção da grelina e o decréscimo de leptina.
«Com este estudo», explica Sarosh Motivala, responsável pela investigação, «demonstrámos que os pacientes que sofrem de insónia vêem desregulado o seu equilíbrio energético, o que poderá explicar o seu aumento de peso». Já em 2006, um estudo da Universidade de Cleveland demonstrara que as mulheres de meiaidade que dormiam, em média, menos de cinco horas por noite pesavam mais 2,5 quilos do que as que dormiam, pelo menos, sete horas. As pessoas que dormem menos comem mais e como se sentem mais cansadas fazem menos exercício.
O que fazer
Neste artigo encontra muitos conselhos úteis. Caso o problema se arraste, procure um especialista em medicina do sono.
FINS-DE-SEMANA E FÉRIAS
Parece impossível, mas é verdade! Investigadores da Universidade de Washington concluíram que estes períodos são nossos inimigos no que toca a perder peso.
A razão é simples. Mesmo as pessoas que, durante a semana, praticam exercício físico e são cuidadosas na sua alimentação, tendem a «desleixar-se» durante as férias e os fins-de-semana. Como resultado, o ponteiro da balança nunca desce tanto como deveria...
O que fazer
Aos fins-de-semana, esqueça o sofá, prefira programas ao ar livre e resista aos snacks em frente à televisão.
CASAMENTO
Uma investigação apresentada em 2007, no encontro anual da Obesity Society revelou que, depois dos 20 anos, ganhamos cerca de seis a 13 quilos, em cinco anos, mas as pessoas casadas tendem a adicionar a estes valores cerca de dois a quatro quilos. O estudo verificou que os solteiros são mais activos, vêem menos televisão e têm menos probabilidade de vir a sofrer de obesidade.
Uma outra pesquisa, citada pelo USA Today, aponta um dado curioso: o facto de uma pessoa ter excesso de peso aumenta a probabilidade dos seus amigos, irmãos ou marido/mulher o terem também, assim como se emagrecer irá estimular os outros a seguir o seu exemplo.
O que fazer
Encontre maior motivação para seguir um plano alimentar e de exercícios para perder peso, assumindo um compromisso com o seu parceiro. Encare a decisão como um desafio que vão vencer... a dois.
MENOPAUSA
É outro factor que não joga a nosso favor na batalha contra a balança.
Segundo investigadores da Universidade de Washington e do Instituto Garvan, de Sidney, «a menopausa provoca uma dramática e súbita redução nos níveis de actividade física».
Os especialistas acreditam que este facto pode estar associado à falta de estrogénio que se verifica nesta altura e que interfere nos sinais que o cérebro envia ao corpo.
Um outro estudo, publicado no Archives of Internal Medicine, verificou que a toma de suplementos de vitamina D/cálcio pode ajudar a contrariar o aumento de peso na menopausa.
O que fazer
Se mantiver ou aumentar a actividade física durante a menopausa terá tendência para manter o seu peso. Hidroginástica e dança são boas opções.
MEDICAMENTOS
Há fármacos que podem provocar o aumento de peso. Segundo o Hospital John Hopkins Weight Management Center, muitos são usados no tratamento de doenças crónicas, como os corticosteróides, os antidepressivos e os anti-hipertensores, entre outros.
Mas, atenção, o pior que pode fazer é deixar de os tomar sem consultar o médico. Como refere este organismo, «é muito mais importante, por exemplo, manter a pressão arterial ou a depressão controlada do que o peso que pode estar associado à toma de um fármaco.»
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